Criado em 30/04/2021 17h50

Atualizado em 20/05/2021 16h32por Equipe GEPLANES

Todo mapa Estratégico baseia-se em um método. Assim, quase como releitura do BSC, falamos, hoje, sobre mais uma alternativa metodológica: fatores ESG, como novas perspectivas à Estratégia 5.0. Especialmente usada na análise de investimentos, a sigla ESG (Environmental, Social and Governance) é trazida ao português como ASG, incorporando visão Ambiental, Social e de Governança como diferenciais necessários à análise gerencial de organizações sustentáveis, do futuro 5.0 (Entenda o conceito!).


Se hoje a gestão clássica desdobra objetivos em diretrizes a partir das 4 perspectivas padrão do BSC: Aprendizado, Processos internos, Mercado/Clientes e Finanças, entendemos que os critérios ESG também podem ser opção, como campos de visão macro (perspectivas).

Uma forma de enxergar essa relação é ter diretrizes baseadas em fatores ESG inseridas em cada macroprocesso. Outra opção é tratar os 4 macroprocessos do próprio BSC dentro de cada um desses critérios. Fato é: Não se pode mais falar em fatores BSC, sem ESG e vice-versa. Qual sigla trabalhar como base do esqueleto estratégico? Isso fica a critério de cada gestor.

É claro que, mesmo a evolução do pensamento estratégico 5.0, mantém como foco em ir além de métricas financeiras nos resultados trazidos pelos relatórios gerenciais. Tal evolução, guiada por critérios ESG, exige um pensamento sustentável. Realmente sustentar resultados em todas as esferas da organização, com atenção na gestão de todos tipos de recursos atuais, mas atentos aos recursos disponíveis no futuro.

Por isso, para nós, não há forma mais coerente para guiar a Sociedade em sua 5ª revolução humana do que a incorporação ESG como novas perspectivas à Estratégia 5.0. Uma Estratégia que se dispõe a ser objetiva, adaptável e de alcance não se firma sem controles gerenciais precisos e monitoramento de impactos socioambientais.

ENTENDENDO MELHOR O QUE SÃO FATORES ESG

Fatores ESG se destacaram, primeiramente, na indústria de investimentos. Avaliar estrategicamente organizações rentáveis, especialmente S/As demandava critérios cada vez mais palpáveis e menos subjetivos. Empresas e fundos de ativos que trabalham com uma estratégia e indicadores de sustentabilidade, se destacam em boas práticas, na visão de investidores, e puxam uma adequação geral das organizações.

Utilizando os fatores ou critérios ESG como novas perspectivas à Estratégia 5.0, detalhamos o melhor cada critério:

  • Ambientais: manter uma mentalidade e execução sustentável, com bom uso de recursos naturais, otimizando estruturas e trabalhos, focados em eficiência energética e ambiental;
  • Sociais: estabelecer políticas de trabalho que priorizem qualidade de vida, inclusão social, preparação e engajamento das equipes. Comprometimento total com os direitos humanos, com foco em capacitação, segurança e respeito à privacidade;
  • Governança: garantir trabalhos com ética, estrutura organizacional com diversidade e controle, processos, auditáveis, independência especialmente política e transparência em resultados.

Fatores ESG chamam a atenção hoje, pois o volume de ativos ligados a fundos de investimento com estratégias sustentáveis nunca foi tão significativo. Em um artigo do Blog Expert, da XP investimentos, a empresa começa a traduzir em números o volume de fundos sustentáveis no mundo, que já andam na casa dos trilhões. Segundo esse mesmo artigo, a tendência é que esse perfil se intensifique, “(…)Nos últimos anos, cada vez mais investidores estão colocando o conceito de “investimentos responsáveis“ como fator decisivo na alocação de recursos e, na nossa visão, esse movimento deve somente se intensificar adiante”.

Trazendo o significado para o “popular”, fatores ESG estão ligados às melhores práticas ambientais, sociais e de governança de negócios e serão cada vez mais buscados nas organizações, indo além do mundo de grandes investimentos.

Ainda segundo a visão da XP, a pandemia atual “(…) agiu como um catalisador e vemos um número de razões estruturais pelas quais a participação dos investimentos ESG continuarão ganhando força no Brasil. Na nossa visão, as empresas que não se adaptarem a este novo cenário ficarão para trás.”